Sorvete à moda antiga

Os inúmeros sabores e combinações fizeram com que o sorvete, delícia saboreada principalmente no Verão, também passasse a incrementar cardápios oferecidos nas estações de temperaturas mais baixas.
Após uma temporada vivendo em Paris, a relações públicas Fernanda Bastos e o publicitário Thomas Zander trouxeram para o Brasil a ideia de fazer sorvetes à moda antiga com produtos naturais e métodos artesanais. Eles buscaram inspiração no movimento de resgate que fez surgir nos Estados Unidos casos de sucesso como o Van Leeuwen Artisan Ice Cream, e também na tradição francesa dos crèmes glacées mantida por instituições familiares como a famosa sorveteria Berthillon, na Île Saint-Louis.

Thomas e Fernanda mergulharam fundo no assunto, leram livros e mais livros e fizeram cursos na área, além de muitos testes. Na Frida & Mina – o nome é uma homenagem à avó alemã de Thomas – decidiram priorizar produtos orgânicos, como o leite, ovos e açúcar, ingredientes usados na receita da base dos sorvetes, que não contêm estabilizantes ou corantes.
É Thomas quem vai para a cozinha todos os dias produzir pequenos lotes de 10 a 15 litros de sabores variados, cerca de 10 entre os fixos e os especiais da semana. O de café é feito com grãos de arábica Martins Café, deixados de molho no leite quente para extrair sabor; o de menta leva muita menta fresca e flocos de chocolate Amma 45%; o de baunilha orgânica é feito com favas de baunilha orgânica cultivadas no Sul da Bahia. Creme de limão, coco queimado, caramelo com flor de sal e morango com vinagre balsâmico também estão no cardápio e são elaborados meticulosamente usando sempre produtos frescos.